terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

MAMIE VAN DOREN FIGURA CULT DOS ANOS 1950 AINDA VIVE.

HOJE É O ANIVERSÁRIO DE MAMIE VAN DOREN




Pin-up e musa do cinema do rock and roll dos anos 1950, que participou de filmes B (históricos) de alta relevância como "Untamed Youth" (1957), "Escola do Vício", "Um Amor de Professora" (1958), "The Beat Generations" (1959), entre outros. Algumas destas pérolas nem em sonho constarão nos catálogos de sites de moda passageira, tipo NETFLIX, etc. Isso só mostra que, em matéria de raridades, o virtual jamais derrubará o físico. Em tempo: Mamie Van Doren completa, hoje, seus 87 anos de vida. Deixe seus parabéns a ela.



OBS. MATÉRIA INCOMPLETA QUE AINDA ESTÁ SENDO9 ESCRITA EM TEMPO REAL.

FABIAN ERA ÍDOLO DO POP BRANCO E NÃO PIONEIRO DO ROCK!!!

HOJE É O ANIVERSÁRIO DE FABIAN (6 de fevereiro de 1943, Philadelphia, Pennsylvania).



O cantor é considerado pelos estudiosos do documentário "History of Rock and Roll" como um ídolo do pop branco adolescente de seu tempo e não um artista original do rock and roll dos anos 1950, tais como Bill Haley e seus Cometas, Chuck Berry, Little Richard, Elvis Presley, Carl Perkins, Gene Vincent, Eddie Cochran, Buddy Holly, Fats Domino, etc. Para muitos, Fabian era um artista sem potência vocal, mas com o vazio deixado por Elvis em 1958, quando este foi servir à pátria, os empresários começaram a fabricar galãs a fim de faturar com sucessos açucarados do rock que era feito em outra ala (a mais conservadora), frequentada por ícones mais domesticados por produtores como Pat Boone, Frankie Avalon e congêneres. Entretanto, sua imagem foi projetada através do programa de TV de Dick Clark, que fez o disco "Turn Me Loose" ampliar seu desempenho nas paradas de sucesso. Fabian, pelo visual exuberante, acabou indo para o cinema em 1959 (no filme "Houn Dog Man", de Don Siegel, e outros como "O Mais Longo dos Dias"). O próprio Fabian admitiu ser uma "cria" da industria fonográfica em seu depoimento no documentário dizendo que "Estavam todos desempregados em casa, alguém precisava sustentar a família. Como gostava de rock and roll e tinha o look ideal para ser astro, aceitei fazer um teste na gravadora". Algumas figuras da industria costumavam afirmar que a voz de Fabian era reforçada por outra na mesma gravação de um disco ou que ele dublava seus discos ao cantar ao vivo, apesar desta pratica ser comum em "alguns" programas de TV da época. O filme "À Sombra de Um Ídolo", lançado em 1981, é uma cinebiografia disfarçada de Fabian e outro ídolos como ele.




Texto: Emerson Links.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

PURUCA, DA DUPLA OS JOVENS - DA JOVEM GUARDA


ENTREVISTA EXCLUSIVA




  Enquanto eu, o autor do ainda futuro livro e longa-metragem A BÍBLIA DO ROCK viajava pelo país documentando os pioneiros do rock e demais movimentos juvenis de todas as épocas, houve um interessante contato com o músico e compositor da jovem guarda, Francisco Leão Fraga, de codinome Puruca, que teve seu apogeu em meados dos anos 1960, ao lado de outro jovem como ele, João José. Ambos, depois de se conhecerem, em tal época, formaram o duo Os Jovens, completamente influenciados pelo pop rock britânico emergente. Gravaram discos, fizeram muitos shows e deixaram sua marca no maior movimento musical que já se teve notícia. Os anos 1960 foram tempos platinados que jamais retornarão, pois foram os tempos do pioneirismo das ferramentas eletrônicas, felizmente não havia imediatismo e muito menos a mídia virtual que existe hoje. Os talentos eram descobertos pelo talento vocal e não apenas pelo apelo visual gratuito como ocorre atualmente na internet (leia-se Pablo Vittar & Cia). Se havia exagero no visual de algum ídolo da jovem guarda tudo tinha uma razão de ser, pois a linguagem corporal se alinhava com a linguagem estética, fruto de uma época mais inocente e pura em rebeldia. Os padrões não eram liberais como no século XXI, então algo precisava ser rompido. O mundo dos adultos era um universo de proibições e isso tinha que acabar. E as primeiras gerações do rock conseguiram romper com os esquematismos. Lamentavelmente eu não tinha nascido para ser uma testemunha ocular da história. Enfim... Sou de outra época, como sabem, antes de ser cineasta e dramaturgo, eu era um cultuador dos anos pioneiros do rock and roll (anos 1950, 1960 e 1970). Logo, saindo de minha infância e me tornando jovem nos anos 1990, vivi plenamente o crepúsculo de todo esse pioneirismo (testemunhei as primeiras baixas do mundo rock nacional e internacional). Adulto e vacinado, entrei no front quase que tardiamente. Egresso de um grupo de ex-hippies e intelectuais dos anos 1960 e 1970, e como uma bagagem de centenas de registros musicais e experiências no teatro, eu já podia colocar em pratica o ambicioso projeto A BÍBLIA DO ROCK. Pois bem... Depois de ilustres ícones da primeira e segunda geração do rock brasileiro contarem suas histórias a mim (de Tony Campello a Osvaldo Vecchione), ainda joviais na primeira década de 2000, chegou a vez de Puruca me conceder uma entrevista, onde ele falou sobre sua carreira e iluminada participação na história do rock. Até então, ninguém o havia contatado, nem mesmo para escrever uma matéria sobre seu trabalho musical. O que se encontrava nos demais blogs não ia além de discografias ou curtas citações. Agora, finalmente, encontro em meus arquivos esta entrevista que ele me concedeu, mas que seria publicada apenas em meu livro. Enfim... por causa da excessiva curiosidade dos fãs e saudosistas que viveram a época da jovem guarda, resolvi ceder e assim prestar um tributo ao artista que partiu em 17 de dezembro de 2017, vítima de problemas renais e parada cardíaca. Sua morte, pra variar, não foi divulgada na grande mídia, aliás, esta só se interessa atualmente divulgar artistas de baixo nível cultural e sem qualquer identidade cultural genuína. Espero dar minha contribuição e compensar isso nas próximas linhas que seguem. Boa leitura.







A ENTREVISTA              



EMERSON LINKS:

O que o rock representa para você?

PURUCA:

O início de uma concepção que quer inovar idéias e vem inovando até hoje através de seus derivados, expressando a rebeldia construtiva através da música simples e universal – um canal artístico e autentico da juventude, seja etária ou um estado revolucionário da mente.




EMERSON LINKS:

O que o rock representou para a história da sociedade, através dos tempos?

PURUCA:

De primeira vista , aos olhos de nossos pais e nação, a rebeldia ao pé da letra; mas a sociedade absorveu  o que o rock tem de bom, deixando a pequeníssima parte de rancor para os péssimos interpretadores de ideias.

EMERSON LINKS:

Quando, onde e como você ouviu rock and roll pela primeira vez?

PURUCA:

Não sei bem ao certo quando, mas lembro de ter ouvido no rádio grandes nomes do rock em suas gravações pioneiras.




EMERSON LINKS:

Quais foram suas influências nacionais no que diz respeito a intérpretes e bandas?

PURUCA:

Os pioneiros do rock até chegar ao Roberto Carlos e The Beatles. Também um pouco de Bossa Nova de Tom Jobim e João Gilberto.

EMERSON LINKS:

Qual foi sua primeira experiência amadora e profissional?  A sua família era conservadora?  Faça um relato de suas memórias da época. Fale também do contato com seu primeiro instrumento musical. Conte, de forma sintética, como tudo se desenvolveu...

PURUCA:

Minha família sempre teve músicos amadores e profissionais.Minha mãe tocava piano nos cinemas de Corumbá e no Rio aquelas velhas trilhas tradicionais do cinema mudo.Minha irmã tocava piano clássico e meu irmão Reginaldo, Violão. Aos 17 anos esse meu irmão que era apreciador da bossa e do samba canção, me deu um violão e me ensinou a tocar o básico.
Daí fui me aperfeiçoando. 18 pra 19 anos conheci João José numa loja de Ferragens, aonde ele me arrumou um emprego. Aí, trabalhando na loja, ensaiávamos nos momentos que o dono estava ausente, e depois na casa de um dos componentes de um conjunto (Os Lordes) formado por nós e amigos surgidos daquelas ruas de Vila Isabel.Algumas imitações vocais dos Beatles em festas, na antiga boate Nazaré e concursos de música iniciaram minha carreira com a dupla Puruca e João José que logo se transformou na dupla Os Jovens.Em 1964 no concurso “Os Melhores do Ano” do programa “Hoje é Dia de Rock”, se não me engano, da rádio Mayrink e Veiga, ganhamos o primeiro lugar do mês, vencendo também como melhor do ano de 1964.Foi quando o João José decidiu procurar o Roberto Carlos que era seu amigo dos tempos de colégio. Roberto Carlos se colocou logo à disposição, e arrumou um teste nos estúdios da antiga CBS. Ao passar no teste logo fizemos as gravações do primeiro compacto e em um mês e poucos dias o disco foi lançado e já estava nas lojas. Este primeiro disco que era um compacto duplo teve como sucesso a faixa "Louca Paixão", que inclusive foi bem tocada nas rádios do Rio Grande do Sul. Os sucessos dos próximos discos já tiveram grande repercussão nacional. Foi o caso de "Se Você me Abandonar" (1966), "Você Fala Demais" (1967), "Deixe o Tempo Passar" (1967) e "Coração de Pedra" (1968).


   

EMERSON LINKS:

A Bossa Nova foi um movimento antagônico ao rock and roll?

PURUCA:

Acho que não, eles tinham que defender sua bandeira, uma musica com elementos do cotidiano brasileiro, apesar de não se poder fugir da influencia do blues e o verdadeiro jazz nessas mesmas.Portanto somos farinha do mesmo saco.Aquelas rixas me cheiram a sensacionalismo.Perda de tempo. Hoje “somos todos iguais”.

EMERSON LINKS:

A Jovem Guarda foi um movimento importante para o rock nacional?

PURUCA:

Claro, foi muito importante, e não tinha como ser diferente, o rock invadiu o mundo. Sempre estivemos no paralelo, pro nosso próprio bem e amadurecimento hoje.




EMERSON LINKS:

Pergunta relacionada ao movimento tropicália (ou tropicalismo). Você acredita que o rock and roll modernizou a MPB, acrescentando as guitarras elétricas nas canções, que antes era uma atitude proibida pelos tradicionalistas?

PURUCA:

Posso dizer que sim. Mas não queria acreditar nesta concepção. Prefiro: as guitarras são mais um elemento na MPB, assim como as flautas e a percussão são elementos a mais no rock and roll.  


EMERSON LINKS:

Alguns ingredientes do rock nacional ajudaram a moldar a MPB experimentalista dos anos 1970?

PURUCA:

Claro, as fusões sempre são bem vindas. O resultado é grau de aceitação.




EMERSON LINKS:

Se você teve uma carreira ou vivenciou os anos 70, qual era sua opinião sobre o movimentos de bandas do rock progressivo?

PURUCA:

Não tive carreira nos anos 1970, mas prestei atenção a nível de crítica. Todo estilo vem de modos diferentes de pensar.Respeito todos, desde que mantenham a originalidade e critérios de qualidade musical.

EMERSON LINKS:

Na década de 1970, surgiu uma onda onde os produtores de gravadoras desejavam revitalizar o espaço do pop rock brasileiro comercial, fabricando intérpretes (muitos “fantasmas”), que apareciam em discos cantando em inglês; Era os casos de Mark Davis (Fábio Jr.), Morris Albert, etc... Quais são suas lembranças desse período, ou seja, você era contra ou favor?

PURUCA:

Eu acho que toda produção é válida desde que seja viável e honesta.Quem tem que dizer se é contra ou a favor é o Mark Davis (Fabio Jr), o Morris Albert, etc. Será que foi negócio pra eles ? Se for negócio pra mim, eu sou a favor.


EMERSON LINKS:

A onda da discotheque iniciou uma crise no rock mundial e, por consequência, atingiu o Brasil?

PURUCA:

Isso é relativo.cada um tem um ponto de vista.Tudo dependia das gravadoras e do que o público brasileiro queria ouvir.
Tivemos nosso paralelo na discotheque.


EMERSON LINKS:

Você acha que o movimento punk revigorou a cena roqueira (nacional) e, por assim, dizer desafiou o reinado da discotheque, que chegava ao fim no início dos anos 1980?  

PURUCA:

Eu acho que tudo que vai um dia volta, e tudo que nasce um dia morre. É uma tendência mas também uma balança, um equilíbrio. De alguma forma, a concorrência de estilos musicais ajudam no crescimento ou na diminuição dessas ondas. Ainda bem que existe a ressurreição (na música). 


EMERSON LINKS:

Por que o heavy metal sempre teve pouca penetração nas rádios brasileiras?

PURUCA:

O brasileiro gosta de melodia e não de gritos rachados e repetitivos. É claro que existem exceções.


EMERSON LINKS:

No papel de compositor, quando foi que você atingiu o seu auge? Houve uma realização artística ou financeira?

PURUCA:

Foi em 1969 quando gravei "Aceito seu Coração", quando Roberto Carlos estava moldando minhas composições a um estilo mais erudito e (ainda) estava influenciado pela bossa. Financeiramente e artisticamente muito bom. Infelizmente os anos 1970 me fizeram parar de compor por algum tempo.




EMERSON LINKS:

O disco mudou a sua vida economicamente a sua vida ou foi uma opção prazerosa?

PURUCA:

Uniu o útil ao agradável.

EMERSON LINKS:

Conte uma história marcante, que você tenha vivenciado com uma fã.

PURUCA:

Foram muitas, mas as que marcaram mais foram aquelas que as fãs diziam: "Eu quero fazer sexo com você hoje". É... E aí eu tinha que dar meu jeito.  

EMERSON LINKS:

Você concorda com essa super valorização que a mídia faz do rock nacional dos anos 80?

PURUCA:

Claro, o que é bom tem que ser reconhecido, inclusive o melhor de outras décadas.

EMERSON LINKS:

O movimento grunge de Seattle (anos 90) foi importante para o rock nacional?

PURUCA:

Não prestei atenção nesse movimento mas, o que eu acho é que os anos noventa foi desperdiçado com muita música destruidora – da moral, do intelectual (pagode, funk favela, forró de botequim) – salvo os super heróis da música e o Rock que nunca morre.

EMERSON LINKS:

Descreva os intérpretes e bandas que você considera mais importante na história do rock (nacional e mundial).

PURUCA:

O interessante é isso; enquanto milhares de lançamentos descartáveis, as bandas e intérpretes tradicionais e mais importantes da história atravessam gerações. Esses são "os grandes". 

EMERSON LINKS:

Qual foi o fato mais marcante de toda a história do rock nacional? 

PURUCA:

Com certeza os anos 1960. Ah, se nós tivessemos a qualidade já ultrapassada dos anos 1980!!!

EMERSON LINKS:

Quem é o Rei do Rock nacional?

PURUCA:

Sinceramente eu acho que é o Erasmo Carlos. Muita gente vota nele. Também voto nele.

EMERSON LINKS:

Quem é a Rainha do Rock Nacional?

PURUCA:

Rita Lee. Sim, contribuiu. Alguém tinha que surgir para manter vivo o rock nacional. O pequeno espaço estava lá, podia ser o “Zé das Cove”. O grande problema da produção de música no Brasil é que quando ela retém, ela quer dominar e fechar o espaço.




EMERSON LINKS:

Até que ponto as drogas exerceram um influente papel no trabalho musical dos roqueiros?

PURUCA:

Com certeza, um grande papel, infelizmente. Felizmente os mais "espertos" sabem do "mal" que isso pode causar, e estão entre a pequena parte dos não a usam.




EMERSON LINKS:

John Lennon já dizia: “O Sonhou acabou”. Com base nisso, você acredita numa nova geração de rebeldes ou a humanidade caminha para a robotização do prazer alheio?

PURUCA: Não sei de nada. O futuro é imprevisível. Mas... infelizmente sem rebeldia o mundo não anda.

EMERSON LINKS:

O romantismo perdeu sua essência frente a uma geração que não produz mais música para dançar de rosto colado? (Questão voltada ao pop rock e não para a música folclórica ou brega). Por esse motivo não há mais espaço para o romantismo como havia no rock dos anos 50 e 60?

PURUCA:

Eu acho que a música romântica existirá sempre, nem que seja de forma mais cautelosa. Os produtores sempre investirão nisso. A TV , o cinema, o teatro e etc precisam dela.




EMERSON LINKS:

Essencialmente, o que difere o rock e o pop feito de norte a sul?

PURUCA:

Acho que só as influências culturais e regionais.

EMERSON LINKS:

A música eletrônica poderá acabar com o rock and roll?

PURUCA:

Nunca. O rock é grande. Pequeno é o espaço pra todas as músicas.




EMERSON LINKS:

Você concorda com a ideia de que, nos anos 1990, o grande astro, a figura carismática do vocalista desapareceu e em seu lugar surgiu "a própria mídia" como o centro das atenções. Por exemplo: nos anos 1980, os vocalistas se sobressaiam como poetas, era o caso de Cazuza, Renato Russo ou mesmo Júlio Barroso (da Gang 90). Nos anos 1990, a figura do vocalista evaporou? Se concorda com essa visão, comente.  

PURUCA:

Não. Há casos e casos. Uns se expoem artisticamente, outros não.

Plato Divorak, músico e compositor, um artista independente herdeiro da corrente psicodélica dos anos 1960.


EMERSON LINKS:

Sobre a política do jabá explorando o artista. A exploração continua?


PURUCA:

O jabá tem ser extinto. Só prejudica novos artistas e enchem os bolsos das máfias.


Made in Brazil, uma das grandes bandas dos anos 1970, injustiçadas pela grande mídia, juntamente com O Terço, Casa das Maquinas, Bixo da Seda e Patrulha do Espaço.


EMERSON LINKS:

Todo crítico é um artista frustrado? Por que?

PURUCA:

Não, todo critério pode ser infundado. Mas uma coisa é ter liberdade de expressão, outra é impor à liberdade de opção.

EMERSON LINKS:

O diabo é o pai do rock?

PURUCA:

E quem é o pai da música?
Independente da origem, qualquer ritmo é música.
E a música foi criada por Deus. O homem que associou as suas crenças, novas maneiras de interpretar essa música.
A não ser no caso de uma mensagem diabólica propriamente dita.
Quem sabe o diabo não é o pai, não do rock, mas sim de algumas  composições!!!


Raul Seixas, o Rei do Rock sim, porém, "pai do rock" é uma questão polêmica, pois "muitos vieram antes de mim". Essa era uma visão que ele próprio defendia em algumas entrevistas. 


EMERSON LINKS:

Deixe sua mensagem para o projeto A BÍBLIA DO ROCK.

PURUCA:

Projetos como esse são de grande importância para a memória do rock nacional e, claro, para a música popular brasileira. Cabe aos nossos arquivistas, historiadores, intelectuais, pesquisadores e especialistas da arte musical desenvolver maneiras de manter vivo o nosso patrimônio artístico, visto que, num país de tantas culturas e ritmos isso fica difícil. Parabéns e espero que muitos sigam o seu exemplo.



Para conhecer melhor o som da dupla OS JOVENS:






















domingo, 31 de dezembro de 2017

MUTUCA, O PIONEIRO DO ROCK GAÚCHO - 50 ANOS DE CARREIRA


Essa produção de caráter audiovisual informal traz os principais momentos da festa que comemorou os 50 anos de carreira do músico e cantor de rock Mutuca, que em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, nos anos 1960, integrou toda uma geração de artistas jovens e bandas que deixaram marcas profundas na história do rock gaúcho, tais como Liverpool, Os Brasas, Os Cleans, entre outros, e posteriormente, nos anos 70, Bixo da Seda, Banda Mao Mao e Os Almondegas. Ao longo das décadas, Mutuca montou várias bandas e foi DJ de um programa de rock clássico na lendária Rádio Ipanema FM. Aqui, neste vídeo, você assistirá entrevistas exclusivas e alguns seletos momentos do show de estúdio, realizado na Rádio Dinâmico FM, no dia 12 de agosto de 2017, onde o artista também comanda seu programa "Hot Club do Mutuca". Obs.: O cineasta e dramaturgo Emerson Links captou aos imagens com o máximo de improviso devido as condições adversas e técnicas oferecidas pelo espaço. Pois bem... Isso é apenas um fragmento do imenso acervo de imagens do autor de A BÍBLIA DO ROCK, longa-metragem e livro.

sábado, 25 de novembro de 2017

BELCHIOR, A HISTÓRIA QUE A BIOGRAFIA NÃO VAI CONTAR

A entrevista com o autor do livro será postada em breve, aqui. Por enquanto, fiquem com a palestra e conheçam o escritor e amigo do grande intérprete da MPB (Belchior) que nos deixou este ano.


Para assistir é necessário abrir este link e entrar no you tube





LIVRO LANÇADO EM 28 DE OUTUBRO DE 2017, NA CASA DE CULTURA MÁRIO QUINTANA EM PORTO ALEGRE.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

GEORGE FREEDMAN, UM DOS PIONEIROS DO ROCK NO BRASIL E ÍDOLO DA JOVEM GUARDA.









Muito antes de iniciar o projeto A BÍBLIA DO ROCK, eu já conhecia esse pioneiro do rock and roll, através de discos em sebos, pois minha atração pela época, anos 1950 e 1960, vinha desde o berço. Era algo que eu sentia falta em minha geração. O visual atraente dos anos dourados, da arquitetura, dos figurinos, dos automóveis e da música como um todo ocuparam um grande espaço em minha mente. Sempre gostei de várias fases do rock and roll, porém, por muito tempo eu me sentia refém, no bom sentido, de uma época sem igual. Como minha primeira paixão foi o cinema, procurei me profissionalizar na área para um dia realizar um filme digno de Primeiro Mundo e não somente realizar um documentário imediatista onde cada personagem tivesse sua carreira resumida em 5 minutos, queria mesmo esmiuçar mesmo me faltando muito material físico. Nosso país, como se sabe, tem pouca tradição em preservar a memória cultural e quando isso ocorre, sempre se encontra uma colcha de retalhos incompleta ou um quebra-cabeças sem fim. Em 1999, finalmente, adulto, tomei a iniciativa de adquirir equipamento ("professional"), abandonar a carreira de ator e dramaturgo no teatro, para viajar o país à la "on the road" captando depoimentos de artistas de todas as épocas. Confesso que não esperava demorar tanto para finalizar o projeto e que para alcançar a marca dos mil novecentos artistas documentados levaria tanto tempo. Quem tentou fazer algo parecido, antes de mim, garanto que o fez de forma resumida porque para quebrar tal marca precisaria de mais anos à frente(afinal de contas são 62 anos de rock brasileiro e não apenas 50 ou 30, como algumas publicações de completa desonestidade jornalistica tentam empurrar no público leigo). Algumas editoras chegaram a comprar a ideia de um moleque que criou uma narrativa fantasiosa sobre o surgimento da cena rockabilly argumentando que o rock verdadeiro havia surgido somente nos anos 80, em São Paulo, através da banda Coke Luxe. E olha que nem estou recapitulando, aqui, outras obras ou documentários que constantemente forjam uma nova narrativa das origens do rock, dizendo que este iniciou com o Brock. A falsa narrativa não apenas desinforma os leitores da nova geração, como também, compromete obras honestas de futuros pesquisadores. Numa época de bombardeio de informações e muita lenda urbana na internet, o recurso lógico é pesquisar as fontes consideradas verdadeiras e com quem realmente viveu os anos dourados do rock and roll ou de quem participou de tal época e concede uma entrevista autêntica a você. Sempre respeito quando alguém toca no mesmo tema que eu recontando a história de forma honesta como os livros de Albert Pavão, Ricardo Puggiali, Kid Vinil, entre outros. 
  Sobre eu pesquisar 62 anos de rock em quase 20 anos de estrada (tinha 13 quando comecei), só posso dizer que busquei, sob uma chuva de críticas de imediatistas, o máximo de honestidade na reconstituição de época. De adolescente convivendo com cantores de rock que tinham idade para ser meus pais e meus avós, cheguei a fase adulta, sem nenhum arrependimento da jornada que abracei. Tive a sorte, em tempo, de conhecer pioneiros do rock que, hoje, não estão mais aqui, porém, deixaram em meu acervo audiovisual um grande legado. Foi um grande prazer ter convivido, não apenas entrevistando, esses grandes nomes que iniciaram o movimento de música jovem no Brasil. Passaram por mim: Celly Campello, Sergio Murilo, Tony Campello, Carlos Gonzaga, Eduardo Araújo, Renato e seus Blue Caps, entre outros. Ao contrário do que se recorda o nobre amigo George Freedman não foi em 2015 nosso grande encontro. Talvez, ele não se lembre, mas foi no inverno de 1999 que eu o visitei em sua residência pela primeira vez (questão que pode ser comprovada numa foto vintage logo abaixo, quando eu era um menino). Lembro, também, neste período, que Demétrius foi muito solidário quando sugeriu o meu nome para o Programa Flash, de Amaury Jr., na Band. Infelizmente, nesta noite de entrevistas tivemos apenas Os Golden Boys. Era para termos quase todos os nomes da jovem guarda reunidos e que não puderam comparecer. Dias depois, visitei um a um dos pioneiros. Entre eles, George Freedman que, hoje, divido este momento com vocês nesta entrevista histórica e exclusiva. Esperem que gostem.        


George Freedman, no final dos anos 1960.







A ENTREVISTA


EMERSON LINKS:

O que o rock representa para você?

GEORGE FREEDMAN

O símbolo de uma era que veio para ficar. O início de minha adolescência. A lembrança, em cada momento de uma apresentação musical, de uma época considerada pelos estudiosos – “anos dourados”. Um tempo maravilhoso onde a droga não tinha espaço; a violência não trazia o terror e, o amor e respeito entre os seres ainda existia.

EMERSON LINKS

O que o rock representou para a história da sociedade, através dos tempos?

GEORGE FREEDMAN

Representou o movimento de uma juventude que procurou se livrar dos conceitos e preconceitos de uma época conturbada do pós-guerra, procurando a liberdade de expressão por meio da música e da rebeldia dos costumes.



EMERSON LINKS

Quando, onde e como você ouviu rock and roll pela primeira vez?

GEORGE FREEDMAN

Ouvi o “rock” pela primeira vez em um rádio galena, em 1955. Tinha 14 anos e morava em um internato onde estudei até completar o ginásio ( hoje, primeiro grau).



EMERSON LINKS

Quais foram suas influências nacionais no que diz respeito a intérpretes e bandas?

GEORGE FREEDMAN

Foram como um relâmpago para a comunicação da época. A juventude, da noite para o dia, seguiu o movimento internacional, principalmente após a exibição do filme “A ronda das horas” (Rock around the clock”. Logo após, surgiram os primeiros intérpretes e bandas, entre eles, Carlos Gonzaga, Tony e Celly Campello, etc.









EMERSON LINKS

Qual foi sua primeira experiência amadora e profissional?  A sua família era conservadora?  Faça um relato de suas memórias da época. Fale também do contato com seu primeiro instrumento musical (no caso de cantor, falar do seu progresso vocal, ou do seu primeiro trabalho em programa de rádio ou gravação de disco, no caso você seja comunicador ou produtor de discos com bandas). Conte, de forma sintética, como tudo se desenvolveu...

GEORGE FREEDMAN

A minha primeira experiência como amador foi na TV tupi, dublando músicas de sucesso internacional num programa denominado “Seleções Americanas”, produzido e apresentado pelo Mr. Fisk e, posteriormente, num show em um cinema lotado, em Porto Feliz, interior de São Paulo, onde cantei músicas de Elvis Presley, apenas acompanhado de meu violão. Já como profissional, foi ao vivo, na televisão Tupi , na época, o canal 3; como quase todas famílias daquele período, a minha também era conservadora, e foi muito difícil convencer minha mãe a assinar meu primeiro contrato profissional. Pena ela não ter vivido para ver o desenrolar de minha carreira; Para relatar minhas memórias nesta entrevista, como você pede, eu poderia escrever um livro pois, com certeza, vivi o período intensamente; Meu primeiro instrumento musical foi a gaita de boca e depois o violão. Esta tendência musical já se manifestava desde minha infância; Gravei meu primeiro disco no selo “Califórnia” – uma versão intitulada “Hey litle baby”. Na época conheci o Tony Campello, meu amigo até hoje, que muito me incentivou para me profissionalizar.



EMERSON LINKS

A Bossa Nova foi um movimento antagônico ao rock and roll?

GEORGE FREEDMAN

Não. Acho que foi a evolução da MPB.



EMERSON LINKS

A Jovem Guarda foi um movimento importante para o rock nacional?

GEORGE FREEDMAN

Com certeza! Principalmente porque entrávamos na era da ditadura e, a Jovem Guarda trouxe um pouco de amor e esperança para um juventude que se viu forçada ao silêncio, não podendo expressar seus pensamentos.



EMERSON LINKS

Pergunta relacionada ao movimento Tropicália (ou Tropicalismo). Você acredita que o rock modernizou a MPB, acrescentando as guitarras elétricas nas canções, que antes era uma atitude proibida pelos tradicionalistas?

GEORGE FREEDMAN

Todo movimento musical influencia outro, assim como toda cultura é influenciada por outra, portanto tudo é característica de uma época; é a assinatura de um movimento musical e cultural.



EMERSON LINKS 

Alguns ingredientes do rock nacional ajudaram a moldar a MPB experimentalista dos anos 1970?

GEORGE FREEDMAN 

A MPB experimentou um período evolutivo, influenciado por diversas razões e episódios que o país atravessou e, as características das músicas, evidentemente, deixaram fortes traços de influência nacional e estrangeira.



EMERSON LINKS

Se você teve uma carreira ou vivenciou os anos 70, qual era sua opinião sobre o movimentos de bandas do rock progressivo?

GEORGE FREEDMAN
 
Minha última gravação foi em 1970, aliás, uma despedida honrosa de um sucesso que gravei com a Waldirene – “Eu te amo, tu me amas”. Depois eu me desliguei, temporariamente, da música e pouco acompanhei os movimentos posteriores.



EMERSON LINKS

Na década de 70, surgiu uma onda onde os produtores de gravadoras desejavam revitalizar o espaço do pop rock brasileiro comercial, fabricando intérpretes (muitos “fantasmas”), que apareciam em discos cantando em inglês; Era os casos de Mark Davis (Fábio Jr.), Morris Albert, etc... Quais são suas lembranças desse período, ou seja, você era contra ou favor?

GEORGE FREEDMAN

Nada tinha contra essa ideia. Até acho que foi o início da profissionalização da produção, inovando formas de faturamento. Um exemplo foi o estrondoso sucesso internacional de Morris Albert.

EMERSON LINKS

A onda da Discotheque iniciou uma crise no rock mundial e, por consequência, atingiu o Brasil?

GEORGE FREEDMAN

Todo movimento tem seu período. Uns mais longos e outros mais curtos mas, o verdadeiro e marcante movimento sempre consegue superar todas fases críticas.



EMERSON LINKS

Você acha que o movimento punk revigorou a cena roqueira (nacional) desafiando a Discotheque?

GEORGE FREEDMAN

Não necessariamente. Cansados da repetitividade, um movimento se destacou sobre o outro revitalizando e trazendo novas mensagens.

EMERSON LINKS

Por que o Heavy Metal sempre teve pouca penetração nas rádios brasileiras?

GEORGE FREEDMAN

Em minha opinião, por ser um música pesada de se ouvir. Se torna mais atrativo em uma apresentação ao vivo.



EMERSON LINKS

Você acredita que o movimento New Wave ajudou a estimular o rock nacional dos anos 80?

GEORGE FREEDMAN

Como todo movimento, este também trazia características de influência de movimentos anteriores e, portanto, um ajuda o outro.

EMERSON LINKS

No papel de compositor, quando foi que você atingiu o seu auge? Houve uma realização artística ou financeira?

GEORGE FREEDMAN

No final dos anos 60 foi meu melhor período como compositor, quando diversos profissionais gravaram minhas músicas e versões.



EMERSON LINKS

O disco mudou a sua vida economicamente a sua vida ou foi uma opção prazerosa?

GEORGE FREEDMAN

No meu tempo o disco não dava independência econômica para ninguém. Um sucesso de parada vendia pouco mais de 60.000 discos (compacto simples) e, um disco de ouro era conseguido com a venda de 100.000 discos. Hoje, um sucesso vende facilmente 500.000 a 1.000.000 de discos (CD’s), que rendem muito mais, conseqüentemente, minha época foi maravilhosa de ser vivida porém, péssima economicamente. Recentemente, infelizmente, tivemos provas do que estou dizendo.



EMERSON LINKS

Conte uma história marcante, que você tenha vivenciado com uma fã.

GEORGE FREEDMAN

Todos meus momentos com minhas fãs foram marcantes. Eu as amava. Tinha prazer em responder suas cartas pessoalmente e, quando as conhecia, era bárbaro.

EMERSON LINKS

Você concorda com essa supervalorização que a mídia faz do rock nacional dos anos 80?

GEORGE FREEDMAN

Porque não? Foi uma forma de revitalizar um dos movimentos mais marcantes da música internacional.

EMERSON LINKS

O movimento Grunge de Seattle (anos 90) foi importante para o rock nacional?

GEORGE FREEDMAN

Desculpe minha ignorância mas, este não acompanhei.

EMERSON LINKS

Descreva os intérpretes e bandas que você considera mais importante na história do rock (nacional e mundial).

GEORGE FREEDMAN

Como intérpretes nacionais cito Carlos Gonzaga; Tony e Celly Campello; Demétrius; Ronnie Cord, e no cenário mundial, Elvis Presley; Paul Anka; Neil Sedaka; Litle Richard; Jerry Lee Lewis, entre outros. No âmbito das bandas nacionais posso citar The Clevers (Os Incríveis); The Jet Black's; The Jordans e, internacional, a mais importante foi a banda The Ventures.



EMERSON LINKS

Quem é o Rei do Rock nacional?

GEORGE FREEDMAN 

Hoje muitos se intitulam e poucos receberam o título. Deixo a critério dos estudiosos do assunto descobrir.

EMERSON LINKS

Quem é a Rainha do Rock Nacional?

GEORGE FREEDMAN

Sem medo de errar: Celly Campello.



EMERSON LINKS

Qual a contribuição da música de Raul Seixas para a história do rock nacional?

GEORGE FREEDMAN

Raul Seixas foi um fenômeno à parte no cenário nacional. Ele personalizou o rock a seu estilo e demorou para ser reconhecido pela crítica. Sua contribuição foi grande, especialmente, pelas suas interpretações, trazendo mensagens inovadoras para a época.

EMERSON LINKS

Até que ponto as drogas exerceram um influente papel no trabalho musical dos roqueiros? (Exemplo: Tanto os Beatles quanto os Stones usaram LSD, em uma determinada fase de suas vidas para gravar um disco).

GEORGE FREEDMAN

A droga exerce um papel ilusório, tanto é que, na história universal, não me lembro de nenhum grande personagem que deixou algo substancial sob o efeito de drogas.



EMERSON LINKS

John Lennon já dizia: “O Sonhou acabou”. Com base nisso, você acredita numa nova geração de rebeldes ou a humanidade caminha para a robotização do prazer alheio?

GEORGE FREEDMAN

Sem dúvida, a robotização, a informática e a realidade virtual deverão mudar, substancialmente, a humanidade mas, todos momentos de transição levam a algum tipo de evolução e creio que “Este sonho acabou, mas outros virão”.

EMERSON LINKS

O romantismo perdeu sua essência frente a uma geração que não produz mais música para dançar de rosto colado? (Questão voltada ao pop rock e não para a música brega e vulgar). Por esse motivo não há mais espaço para o romantismo como havia no rock dos anos 50 e 60?

GEORGE FREEDMAN

Realmente, as coisas mudaram. O romantismo não é mais o mesmo, a época é outra. Hoje, os valores são outros. Porém, tudo tem seu período, cedo ou tarde alguns valores voltarão a ser valorizados e, no futuro teremos uma mescla do que foi e do que é.



EMERSON LINKS

Essencialmente, o que difere o rock e o pop feito de norte a sul?

GEORGE FREEDMAN

Os conceitos regionais. A influência consuetudinária.

EMERSON LINKS

A música eletrônica poderá acabar com o rock and roll?

GEORGE FREEDMAN

Não acredito nessa versão. Um é um e outro é outro. Os grandes momentos da música nunca perderão seu lugar.

EMERSON LINKS

Você concorda com a idéia de que, nos anos 90, o grande astro, a figura carismática do vocalista desapareceu e em seu lugar surgiu “a própria mídia” como o centro das atenções  (Por exemplo, nos anos 80, os vocalistas se sobressaiam como poetas, é o caso de Cazuza (Barão Vermelho), Renato Russo (Legião Urbana), Júlio Barroso (Gang 90). Nos anos 90, a figura do vocalista evaporou? Se acha que sim, dia o por quê.

GEORGE FREEDMAN

Não concordo “in totum”. Acho que nasceu o vocalista-empresa e, como tal, ele é fabricado para produzir lucro. O vocalista carismático surgirá nos entremeios. O problema é que atualmente as gravadoras querem lucro rápido e deixam de procurar valores como esses citados.



EMERSON LINKS

Todo crítico é um artista frustrado?

GEORGE FREEDMAN

O crítico expressa seu ponto de vista dentro do tema que lhe é apresentado. Se ele expressa negativamente sua opinião é porque o tema não lhe agradou. É a liberdade de expressão.

EMERSON LINKS

Deixe num espaço de, no máximo, dez linhas, palavras sobre o livro A BÍBLIA DO ROCK, que, também, trata-se de um longa-metragem, com imagens já captadas pelo cineasta Emerson Links, ao longo de 18 anos. Nenhum projeto do gênero teve tanto tempo dedicados à pesquisa e profundidade de campo de natureza biográfica.

GEORGE FREEDMAN

Todo testemunho gráfico é um documento para a posteridade. Essa sua iniciativa sua é digna, pelo projeto, pelo trabalho e pela pesquisa. Espero que tenha sucesso e que este livro se torne objeto de consulta para curiosos e estudiosos, levando a todos ciência de uma era de mais amor e menos violência, que desejamos um dia volte.



George Freedman mantém amizade com Emerson Links desde 1999.


George Freedman, num intervalo da primeira entrevista concedida para o longa-metragem. Crédito fotográfico: Euler Paixão. Copyright by Emerson Links. Atenção: O uso indevido desta foto em outra publicação sem autorização previa do autor estará sujeita as sanções previstas por Lei. 





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