quinta-feira, 26 de junho de 2014



6 ANOS SEM SILVINHA







Para alguns, Silvinha Araújo. Para os saudosistas, simplesmente Silvinha. Princesa da jovem guarda, durante o inevitável crepúsculo do movimento, lançou-se como cantora de música jovem enfrentando uma constelação de estrelas altamente competitiva. Se Roberto Carlos protegia Wanderlea e Martinha, Eduardo Araújo só podia eleger a sua musa inspiradora e, nesse contexto, surgiu Silvinha, então adolescente, nos anos de 1966 a 1969. Lançada como a nova promessa jovem da época, a cantora deixou marcas e saudades nos fãs foram aparecendo ao longo das décadas.
A loura encantada nasceu em a 16 de setembro de 1951, em Mariana, Minas Gerais, e posteriormente foi batizada com o nome de Silvia Maria Peixoto. Além de uma infância tranquila, Silvinha teve como grande incentivadora sua mãe, professora de música em São João Del Rei, em Minas Gerais, que organizava um coral de músicas folclóricas. Tal exposição deixou Silvinha muito confiante no próprio talento vocal e decididamente arranjou apresentações em programas de rádio, nos idos de 1963. Até onde se sabe.as maiores influências de Silvinha são consequências daquilo que rolava no hit parade americano, inglês e italiano, respectivamente, Elvis Presley, Beatles e Rita Pavone. Obviamente que o sucesso de uma primeira cantora de música jovem brasileira (ou do rock brasileiro) tal como Celly Campello deve ter encorajado Silvinha a seguir carreira. Quando Celly abandonou a carreira para se casar com um contador da Petrobrás e Sônia Delfino saiu de cena, logo surgiram novas cantoras que incentivaram ainda mais o aparecimento de novos valores do rock brasileiro, tais como Célia Vilela, Cleide Alves, Rosimeire e Meire Pavão Esta última representando a cena paulista e com apoio total de importantes nomes do rádio como Antônio Aguillar se converteu na Rainha do Twist. Nesse meio tempo, a partir de 1961, entrou em cena no Rio de Janeiro, com um compacto duplo gravado, o jovem Eduardo Araújo, que também era chamado de "O Garoto do Rock". Silvinha queria muito ir para os grandes centros, mas ainda era praticamente uma criança, uma pré-adolescente cheia de sonhos. Se Meire Pavão venceu como Rainha do Twist, o que dizer de Wanderlea ter sido escolhida para ser a cantora principal do Programa Jovem Guarda?

Celly Campello, a primeira rainha do rock brasileiro, que certamente encorajou Silvinha a seguir carreira de cantora.

Tony Campello, pioneiro do rock que abriu as portas para uma futura geração do rock, a da jovem guarda, da qual Silvinha teria grande participação na cena musical.

Demétrius, o pioneiro do rock que entraria para a jovem guarda seguindo também uma linha romântica.

Carlos Gonzaga, um dos pioneiros do rock brasileiro, que antecedeu a geração de Silvinha.

Ed Wilson, saiu dos Blue Caps, e participou ativamente da jovem guarda.

 George Freedman, também um dos pioneiros do rock brasileiro do final dos anos 1950, que teve uma extensão de sua carreira na jovem guarda.

Jerry Adriani, o cantor romântico que gostava de rock. Foi um dos grandes ídolos jovens da época.

Wanderley Cardoso, suposto rival de Jerry Adriani. No fundo, eram amigos e levavam no bom humor a briga dos fãs-clubes.

Reinaldo Rayol, que também fez sucesso na jovem guarda.

Cleide Alves, com seus twists e hully gully antecedeu a geração da cantora Silvinha.


Álbum de Silvinha. Visual moderno para a época.

No mesmo ano que Roberto, Erasmo Carlos e Wanderlea fizeram sucesso nacional no famoso programa de TV, Jovem Guarda, transmitido pela Rede Record, Silvinha estava em Belo Horizonte, a convite de Aldair Pinto, para participar do "Programa Só Para Mulheres", sendo que, dois anos depois, fixando residência no Rio de Janeiro, conseguiu ser escalada para se apresentar no programa do Chacrinha. Ainda influenciada por Rita Pavone buscava um estilo mais em conta com a nova ordem do rock brasileiro, ou seja, a jovem guarda. Então, adolescente tinha também o frescor da beleza a seu favor, facilitando assim os convites para festas e bailes. Carlos Imperial, como todo mundo sabe, tinha seu Clube do Rock, ajudou a lançar a nova geração de roqueiros da época e, de quebra, tinha uma parceria de algumas músicas com Eduardo Araújo. Silvinha no Rio de Janeiro, vulnerável a paqueras logo iria cruzar com "os tremendões". O resto da história todos os aficcionados já conhecem: Silvinha, com apenas 15 anos, caiu nas graças de Eduardo Araújo. A história do casal iniciou nessa época. Ambos oficializaram um namoro, pois em tal período, jovens não eram tão livres  como nos dias de hoje, e considerando que Silvinha era menor de idade, ninguém podia correr o risco de ver o seu nome na lama. Até meados de 1965, ao menos no rock internacional, algumas carreiras foram destruídas por causa de ídolos que tiveram relacionamentos com menores. Para a felicidade dos fãs brasileiros, Eduardo Araújo e Silvinha optaram pela imagem de casal de jovens perfeitos, do tipo família. Com a oferta de shows, Silvinha ampliou seu circulo de amizades e encontrou na cantora Maritza Fabiani um terreno fértil para suas confidências. Ambas tinham muito em comum. Além da afinidade, eram adolescentes, bonitas e saudáveis, o sonho de consumo de uma geração que queria andar na contra-mão, mas que tinha limitações para lutar contra os militares que haviam assumido o poder. Dentro desse contexto, Silvinha foi quem se deu melhor. Enquanto o sucesso de Maritza Fabiani ficou restrito ao eixo Rio-SP, Silvinha conquistou o Brasil inteiro tão logo seu primeiro compacto, com as faixas "Eu Vou Botar pra Quebrar" e "Feitiço de Broto", foi lançado nas rádios em 1967. Eram tempos em que o jabá ainda era praticado timidamente. Em uma brecha ou outra, um cantor furava o cerco e se lançava. Normalmente, existia a chamada caitiuagem. O cantor fazia plantão numa rádio segurando seu disco, até o DJ ficar com pena do artista na sala de espera e tocá-lo entre um intervalo e outro. Em geral, até no rock and roll, as canções de Silvinha - assim como a de sua colega de geração Maritza Fabiani - falavam de amor, paixões e desilusões do cotidiano adolescente da época.


Meire Pavão.

Maritza Fabiani, cantora e amiga de Silvinha.

  Wanderléa, a primeira grande líder de um programa jovem na TV.

Waldirene.



Deny e Dino.

Elizabeth.


Os Incríveis tiveram Silvinha em seu programa de TV, nos anos 1960.

Os Golden Boys, colegas de geração.









Camaradas da época.


Luizinho e seus Dinamites.

Kátia Cilene


Eduardo Araújo era "O Bom".


Silvinha, bela, simples e delicada.

Entretanto, a grande oportunidade de Silvinha estava em São Paulo e não no Rio de Janeiro. Contratada pela TV Excelsior, cantou por uma temporada no programa do grupo Os Incríveis, mas brilhou mesmo ao lado de Eduardo Araújo no programa de TV, "O Bom", que este comandava. Era costume quem se apresentava em um determinado programa como o jovem guarda não podia se apresentar em outro, como por exemplo, o de Eduardo Araújo, ou mesmo o de Jerry Adriani, "A Grande Parada". Nessa mesma época, Ronnie Von emergia também com um programa de TV e que preferencialmente recebia outros grupos com propostas anos-luz a frente da música da época. Um desses grupos, Os Mutantes, estreou no pequeno Mundo de Ronnie Von. Paralelo a tudo isso, o movimento tropicalista, liderado por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia começava a ocupar o espaço que antes pertencia a jovem guarda. Não propriamente em matéria de programas de TV porque, afinal de contas, a Tropicália não durou muito no ar, mas por causa da aparição dos artistas tropicalistas nos Festivais de TV. A nova MPB admitia a entrada da guitarra elétrica e, pouco a pouco, a jovem guarda saiu do ar deixando muitos fãs inconformados. Artistas idem. Colegas de geração de Silvinha como Vanusa, Waldirene, Lilian Knapp, Kátia Cilene, e Maritza Fabiani foram buscar outros nichos. Agora, todos só podiam contar com alguns programas de rádio, vendas de discos e shows não tão frequentes como antes. No meio dessa crise, Silvinha sobreviveu porque também era cantora romântica de extremo talento. Simultaneamente Eduardo Araújo que já havia sido fisgado pelo soul de James Brown & Cia e era acompanhado por grandes bandas como Os Brasas e músicos de renome como Lanny Gordin. Mesmo assim, todos artistas da jovem guarda e da música psicodélica tinham que competir com o guitarrista Jimi Hendrix, que estava revolucionando o mundo no modo expressar seus solos instrumentais em cada show. A chegada do movimento hippie, Festivais como Monterey Pop, Woodstock e Ilha Wrigth apresentaram o rock pesado ao grande público. Não havia mais espaço nem para Roberto Carlos, que logo se transformou naquilo que mais sonhava: ser um cantor de MPB.

Lanny Gordin, um dos colaboradores de Eduardo Araújo.



Ronnie Von. "Jamais participei do programa jovem guarda". Roberto Carlos era visto como seu principal rival. Fofoca da mídia ou estratégia de marketing? Ídolo da ala masculina. Embora mais velho, Ronnie surgiu na mesma época de Silvinha.

Os Canibais.


Os Caçulas.

Enza Flori, que também, assim como Silvinha, buscou inspiração em Rita Pavone, uma grande influência do pop rock italiano.

Caetano Veloso e Gilberto Gil, líderes do movimento Tropicália, que ajudou a derrubar a jovem guarda. Na época, Caetano admitia gostar do som jovemguardista, porém, os intelectuais de esquerda tinham uma opinião contrária.

Nesta foto, o casal Araújo já estava em sintonia visual com a Era Flower Power.


Silvinha, numa atmosfera de gata psicodélica.

A vida artística de Silvinha seguiu seu curso, independente da última moda lançada. Nos anos 1968, 1969 e 1971, gravou três álbuns para a gravadora Odeon. Um grande convite chegou pela RCA Victor, onde ficou de 1972 a 1975, integrando esse ano o cast do show "Pelos Caminhos do Rock", em companhia do marido Eduardo Araújo, no Teatro Bandeirantes, em São Paulo, e lançou quatro compactos simples. A onda de nostalgia lançada pela novela "Estupido Cupido" trouxe de volta oportunidades para cantores da jovem guarda. Até mesmo antes, Raul Seixas havia gravado um disco de rock and roll dos primórdios. Apesar da alegria geral dos jovenguardistas, os novos tempos acenavam para as bandas Made in Brazil, O Terço, Bixo da Seda, Casa das Máquinas, Patrulha do Espaço. A Barca do Sol e ainda os Mutantes tocando rock progressivo. Novamente Silvinha se refugiou no country a na música romântica. Em 1975, transferiu-se para a gravadora Copacabana. A partir daí, também se descobriu como excelente cantora de jingles, o que resultou em muitas propostas de trabalho deveras lucrativas. Quem viveu essa época sempre me conta sobre o clima mágico do comercial da Varig. Silvinha passou duas décadas curtindo esse tipo de trabalho e eventualmente cantava em shows. Em 1995, na edição comemorativa dos "30 Anos de Jovem Guarda" substituiu Celly Campello na regravação de "Banho de Lua". Realmente trata-se de uma das melhores versões já gravadas desta música. Em 1999, quando oficialmente eu tinha produtora e equipamento próprio e comecei a captar imagens do futuro longa-metragem BÍBLIA DO ROCK, testemunhei uma  participação especial de Silvinha num pocket show de Marcelo Nova, em São Paulo. Depois de Celly Campello, Silvinha tinha tudo para ser eleita a "rainha do rock". mas Deus tinha outros planos e permitiu que Rita Lee ocupasse o vazio deixado por muitas cantoras de rock na década de 1970. Era para ser assim mesmo ou tudo dependia de decisões de terceiros? Investigando a história do rock como poucos, constatei que muitas carreiras ficaram mornas por causa de oportunidades geradas por terceiros (produtores, mídia e gravadoras). Hoje em dia, não mais, por causa da internet e outras formas mais eficazes de levar a informação ao público como as redes sociais. Enfim, essa é uma faca de dois legumes. Se o artista não for trabalhar a parte externa, excecutiva, a divulgação na internet torna-se meramente decorativa.Quem está passeando na rua não vai sonhar que você possui um blog oficial. A propaganda externa monta a expansão interna dentro das redes sociais.
Por problemas de saúde, Silvinha não pode explorar muito esse filão. A internet em 2001, tempo em que lançou o CD "Suave é a Noite", com músicas românticas, ainda não possuía as ferramentas fundamentais para uma boa divulgação, bem como não existiam redes como facebook, my space, etc. Apesar dos diversos shows divulgando o disco, os resultados poderiam ter sido superiores aos apresentados no período.

DVD - Único registro performático de Silvinha comercializado nos últimos tempos.

ANÁLISE FINAL - SILVINHA ARAÚJO
        
A idolatria dos fãs e colecionadores em torno dela sempre foi um entrave para maior aprofundamento no terreno musical. Eu notei isso quando fiz uma captação de imagens de um show de Eduardo Araújo no ano 2000, no Sesc, em São Paulo, a fim incluir as melhores performances no longa-metragem BÍBLIA DO ROCK. Sim rolou, de fato, um entrave. Falo isso porque Silvinha estava presente e fãs de shows ao vivo normalmente só querem saber de ouvir música e nada mais. Reporto-me a uma entrevista que realmente discuta "música" e o significado de cada uma canções gravadas. Isso nem sempre é bem-vindo nessas horas, onde até os artistas preferem distribuir autógrafos e tirar fotos com admiradores. Incrível como no Brasil é difícil você gravar com tranquilidade um documentário de bastidores com artistas. Esse dia de show foi meio conturbado, com um fã, mal educado, xingando um dos meus cameras-man, que frequentava a Universidade de São Bernardo do Campo. Ònde quero chegar? Explico. Tem muito anônimo ou cantor fracassado enrustido que vai a esses shows para fazer caras e bocas. Sem talento a oferecer, o fracassado brinca de jornalista ou coisa menor que isso, e ao prestigiar um artista nos bastidores é uma chance de aparecer e ser notado. Num dia em que uma equipe de produção escolhe para fazer uma reportagem ou captar imagens para usar em um filme seus planos caem por água abaixo. Daí, o anônimo fracassado não consegue roubar a cena chegando perto de seu artista preferido e a mágoa acaba sendo exteriorizada. Portanto, se sua equipe for de produção independente fica difícil administrar esses penetras que insistem em aparecer ao lado de uma artista em uma entrevista da qual jamais são bem-vindos. Com toda classe e elegância, o casal Eduardo Araújo e Silvinha conseguem tirar de letra situações como essas.
Retomando a trajetória de Silvinha, seguimos na primeira década do século XXI. Com a saúde frequentemente abalada, promessas de curas e controle emocional extremo, Silvinha manteve seu interesse de gravar um disco. Sua última aparição mais expressiva consta no DVD gravado ao lado do marido, "40 Anos de Jovem Guarda com Eduardo Araújo & Sylvinha Araújo". A alteração na grafia do nome de Silvinha parece não ter acrescentado nada - em matéria de numerologia - recurso que algumas vezes artistas supersticiosos recorrem para melhor de carreira. No entanto, a tragédia anunciada se confirmou em 2008 quando a cantora veio a falecer de um câncer de mama que vinha combatendo cerca de 12 anos. Eduardo Araújo, seu companheiro de vida e trajetória musical ficou completamente inconformado, bem como os filhos do casal, Mônica Araújo, também cantora, e Dudu Araújo, músico que inclusive chegou a integrar a formação da banda O Terço, a partir do show em homenagem a Raul Seixas em 1999. Vai ser difícil para os jovensguardistas encarar sua ausência nos palcos, mas onde quer que esteja Sylvinha brilha literalmente como uma estrela. Aliás, era isso mesmo que ela era, quando estava entre nós. Seria de outra forma? Claro que não. E a influência de Silvinha era tamanha que alcançou, até mesmo, o segmento musical gay, através da cantora e apresentadora de rádio web gaúcha, Sylvinha Brasil, uma fã incondicional da saudosa cantora. De resto, ainda teremos imagens raras de Sylvinha Araújo no futuro longa-metragem BÍBLIA DO ROCK.


        







"Mesmo aqueles que não eram adeptos da jovem guarda, admitiam que a cantora em foco (Silvinha) tinha um grande aparelho vocal e um ecletismo musical que nem sempre eram valorizados quando viva. Podia ter ido muito além, mas viveu numa época machista onde a mulher era submissa ao parceiro caso quisesse provar o seu amor eterno. Em contrapartida, no final da década de 1960, muitas mulheres (cantoras) se libertaram e (casadas ou solteiras comprometidas) buscaram seu lugar ao sol. Infelizmente, Silvinha, depois do rock e da jovem guarda, migrou para o country brasileiro e apenas frequentemente em shows revivals retomou o gênero que a consagrou. Não devemos culpar Eduardo Araújo pela visibilidade limitada de Silvinha porque, em primeiro lugar, foi graças a ele que sua carreira engrenou de vez no rádio e na TV. Em segundo, a mídia, depois de um tempo, preferiu dar visibilidade a outros gêneros mais de acordo com a visão de mundo de seu tempo. Em terceiro, apesar da grande voz faltou a Silvinha uma boa assessoria de imprensa e produção de nível. Se no Brasil as produtoras confiassem os artistas aos intelectuais... Em quarto, faltou ouvir o conselho dos sábios: "Artistas não esperam por oportunidades, artistas devem criá-las, se necessário". Em quinto, um país subdesenvolvido culturalmente, sem memória, cuidou de apagar o brilho de uma estrela que lastimavelmente não está mais entre nós". (EMERSON LINKS, CINEASTA E AUTOR DA "BÍBLIA DO ROCK").



Um casal unido pela música.


Sylvinha Brasil, cover de Sylvinha Araújo, faz tributos frequentemente e é apresentadora de programa de rádio da Web.





PARA CONHECER MELHOR SILVINHA ASSISTA NO YOU TUBE:









ATENÇÃO: MATÉRIA ESCRITA EM TEMPO REAL.

2 comentários:

  1. Sylvinha pra mim foi uma das melhores cantoras do Brasil.
    Partiu cedo demais, uma pena!
    Lembro-me que um amigo também cantor me contou que a princípio os pais dela não aprovaram o namoro com Eduardo Araújo, achavam que a menina não poderia namorar aquele rapaz, etc... etc... E este meu amigo deu muito força, e Eduardo e Sylvinha foram muito felizes, pelo que se sabe...
    Ótima matéria, Emerson!

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