sábado, 27 de dezembro de 2014

PERDAS E DANOS PARA O MUNDO DO POP E ROCK 2014

Muito se comemorou várias décadas de lançamentos de discos e festivais, mas infelizmente, como sempre, a grande mídia esteve fora. Parece que o rock, então agonizando no underground sobrevive graças aos internautas que habitam as redes sociais. Este ano tivemos de tudo um pouco.


Vamos começar pelo pior dos piores. Aproveitando que sou sempre azarado e fujo do atual padrão de produção musical da TV brasileira, justamente numa noite em que estou visitando parentes, flagro a final de um festival do mainstream. Um evento de cartas marcadas da Rede Globo, que hipocritamente batizado de The Voice sagrou o pior dos concorrentes da noite, uma dupla brega e jovem até dizer chega. Quando vi o robotizado Lulu Santos subir ao palco para cantar com "os escolhidos" já tive a certeza que tudo não passou de aparências. A produção deve ter batido o martelo através de um júri que funcionou o tempo inteiro como marionetes. O lance não é ter talento. O lance é ter amigos patrocinadores ou ser filho/sobrinho de alguém influente, O restante é só cheirar uma carreirinha de pó branco nos bastidores que você imediatamente será aceito na corte.


No passado isso não tinha vez. Comecemos pelo Festival de Woodstock, que qual completa 40 anos, e foi realizado em 1969, ano que artistas de talentos ainda eram respeitados e recrutados para um evento de grande porte. Ter amigos influentes ainda não era tudo, jabá nos EUA já era crime, mas no Brasil, o celeiro da corrupção a coisa estava desabrochando. Com o final da jovem guarda, com o enterro da Tropicália, o país agonizava na ditadura e rumava para a música brega e romântica dos anos 1970. Não fosse os Mutantes e o Liverpool com seus álbuns de estreia, também completando 45 anos, o final da década de 1960 passaria em branco. Claro que havia Ronnie Von com sua experimentações no rock, o Made in Brazil engatinhando (mas sem gravar um disco ainda), Tim Maia prestes a ser convidado por Elis Regina para participar de uma música em seu disco ou mesmo Raul Seixas preparando-se para o projeto Sessão das Dez - Grã Ordem Kavernista, ao lado de Edy Star, Miriam Batucada e Sérgio Sampaio. Mas, fora todas essas correntes ansiosas por transformação em solo brasileiro havia a ditadura militar e seus exilados fazendo música no exterior (leia-se Caetano Veloso, Gilberto Gil e amigos). Começavam os anos de chumbo. Entretanto, o rock ficou mais sinfônico, apesar do instrumental hard rock ser a nova onda. Os hippies entraram numa ressaca e surgiram os bicho grilos. Enfim, muita criatividade dos artistas acontecia mesmo fora das paradas de sucesso.

ATENÇÃO: ESTA MATÉRIA AINDA ESTÁ INCONCLUSA E ESTÁ SENDO ESCRITA EM TEMPO REAL.

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